segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Nota de Falecimento - BANKS Back Spin

Nota de Falecimento

BANKS - Um dos pioneiros das Rodas de Breaking da São Bento se despede da Comunidade Hip-Hop Nacional...

Um dos precursores do mítico encontro da estação São Bento, no centro de São Paulo e um dos fundadores da lendária equipe de dança BACK SPIN CREW, Ericson Carlos Silva, mais conhecido por seu nome artístico "BANKS BACK SPIN.

É com muito pesar que a Nação Hip Hop Brasil informa sobre a morte do nosso grande amigo e companheiro de jornada. A sua morte nos pegou de surpresa e o levou de nós repentinamente. Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que lhe ilumine e lhe dê paz, e que Deus dê conforto à sua família para que possam enfrentar esta imensurável dor com serenidade.

Agradecemos imensamente o tempo que pudemos conviver com ele, que será sempre lembrado pelo profissionalismo, honestidade, lealdade, inteligência, competência e sensibilidade para lidar com as adversidades e conflitos humanos. Devemos sempre lembrar que Deus quer ao seu lado os melhores, e com certeza o nosso amigo já está ao lado do Senhor cumprindo uma nova missão.

Declarou BANKS em entrevista ao site "Nação Hip-Hop Brasil" (11/05/15), mensurando o movimento de retorno dos encontros na São Bento.

“Aqui na São Bento não existe vaidade !!! Existe Verdade !!! Aqui Não existe melhor ou pior porque todos somos Vencedores. Aqui não é um evento e sim uma celebração á nossa cultura. Aqui fazemos RODAS e não Cyphers. Aqui não tem Battle, aqui tem RACHA onde quem ganha, ganha e quem perde vai treinar mais. Nosso encontro não é Campeonato e não damos Premiações porque nosso maior prêmio é estarmos todos vivos e com saúde, declarou BANKS em entrevista ao site "Nação Hip-Hop Brasil",

Descanse em paz guerreiro....

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Manifesto - A Nação Hip Hop Em Luta Pelas Diretas Já!

- A palavra é nossa, nossa voz e direitos conquistados precisam ser garantidos e respeitados, nós somos a população brasileira, cuja maioria é pobre e periférica.
Juntos Somos Mais fortes, e assim seremos UMA SÓ NAÇÃO! Nossa palavra de ordem é DIRETAS JÁ! Não tem outra bandeira maior e mais importante nesse momento.


MANIFESTO FORA TEMER! 

A NAÇÃO HIP HOP EM LUTA PELAS DIRETAS JÁ!

A chegada do segundo semestre de 2017 nos lembra de que estamos caminhando para a metade final do ano, um período marcado por duras transformações no Brasil e na América Latina. Nossos vizinhos, progressistas, também não estão vivendo um bom momento. A virada desse semestre chega para nós com um gosto amargo. Há quase um ano, 31 de agosto de 2016, entramos para os anais da história do país, o Brasil deixou de ser um Estado plenamente democrático, ainda que com todas as críticas que tenhamos ao antigo modelo, e passou para o modelo de país aparentemente democrático, democracia aparente. Num sinal de absoluto desprezo pelo voto democrático da maioria brasileira, o Senado ratificou o “impedimento” de Dilma Rousseff, impedimento esse conduzido na Câmara por um personagem político que hoje se encontra subtraído de todos os direitos cidadãos, está encarcerado em Curitiba, acusado de desvio de dinheiro público e formação de quadrilha.

Ainda que tenhamos muitas críticas ao governo Dilma Rousseff, que namorou com banqueiros e com os latifundiários nacionais, fez concessões, escanteou algumas de suas principais propostas de campanha, e terminou sendo traída pela elite burguesa nacional nesse gesto de conciliação de classes, foi ela a presidente eleita da Maioria Minorizada brasileira. Não podemos esquecer-nos disso. Dilma e seu baixo traquejo político foram vítimas da intolerância das elites brancas parasitárias que desde a invasão (descobrimento) dominam o país, e que há séculos são responsáveis e/ou coniventes com o extermínio da população negra e indígena brasileira. Desde a derrubada da presidente legitimamente eleita, e com a urgência em desmantelar as poucas conquistas sociais dos anos Lula e Dilma, foi que essa elite nacional levou, e da sustentação, ao poder de Michel Temer, o legítimo representante dos interesses do capital internacional, branco e colonialista, em terras brasileiras.

Assim que, historicamente comprometido com as periferias e sua população, o movimento Hip Hop através da Nação Hip Hop Brasil grita a resistência e conclama toda a militância para as ruas. Juntos Somos Mais Fortes, e assim seremos UMA SÓ NAÇÃO! O momento não é para lamentos, ou dúvidas, mas para a resistência. A palavra é nossa, nossa voz e direitos conquistados precisam ser garantidos e respeitados, nós somos a população brasileira, cuja maioria é pobre e periférica. Nossa palavra de ordem é DIRETAS JÁ! Não tem outra bandeira maior e mais importante nesse momento.

NAÇÃO HIP HOP BRASIL - #NH2B

quarta-feira, 1 de março de 2017

Nação Hip Hop Brasil 12 Anos

Presidente Nacional da Nação Hip Hop Brasil, Fala sobre os 12 Anos da Entidade.

A partir da iniciativa de jovens atuantes no movimento Hip Hop, oriundos de varias partes do Brasil, surgia há 12 anos a Nação Hip Hop Brasil. Com a consciência de que era necessária maior participação nas decisões políticas do país, justamente por se tratar de um movimento profundamente enraizado nas periferias.
Nas palavras do presidente da entidade, Beto Teoria, “a Nação Hip Hop Brasil completa 12 Anos com uma passagem importante e significativa junto ao Movimento Hip Hop, pois trouxe para um conjunto de irmãos e irmãs adeptos e atuantes do Hip Hop um pensamento plural e ao mesmo tempo com unidade de ação no sentido de que o Hip Hop e deve atuar pra além dos seus 4 Elementos (Breaking, Graffiti, DJ, MC), todos nós podemos e devemos intervir nas coisas que nos acercam e fazer parte de nossa vida em sociedade, seja no campo social, cultural ou político”. A Nação Hip Hop está presente hoje em 14 Estados do país e mais o Distrito Federal.

No contexto plural do Hip Hop, você encontra a realidade através do ritmo e da poesia, nos traços do graffiti, na expressão corporal do breaking, e em todas as manifestações criadas a partir da influência desse movimento artístico, político e cultural”. Ainda debatendo o importante papel do Hip Hop junto ao povo da periferia, Beto Teoria diz que o movimento “sempre se colocou como um porta voz dos seus iguais, sobretudo junto ao povo da periferia, pois conhece e está presente neste dia a dia do povo preto e pobre, e conhecendo esta realidade pode cantar e denunciar sua mazelas, suas vivências, sua moda, seu dialeto, e é por esta representatividade e conhecimento popular que sempre esteve e está na dinâmica de participação cultural, social e política.

Na prática o Hip Hop sempre esteve ativo e atuante em todas as lutas nos últimos 30 anos no Brasil, e na atual conjuntura e situação crítica que aponta o rumo do retrocesso no Brasil certamente não será diferente, novamente o Hip Hop e nossa entidade, estará a campo para atuar e lutar no front a serviço do nosso povo”.


Vida a Longa a Nação Hip Hop Brasil, Juntos por Uma Só Nação!!.

Veja Também: 

Nação Hip Hop celebra 12 anos com Sarau e Jam Session em SP

domingo, 29 de janeiro de 2017

Nota de Apoio a CBSK – Skate Brasil Rumo a Tókio 2020

A Nação Hip Hop Brasil vem por meio desta nota se solidarizar junto a CBSK - Confederação Brasileira de Skate, por sua incansável luta, e repudiar a atitude do COB - Comitê Olímpico Brasileiro que recusou o pedido de filiação da CBSK junto ao COB.
Tal atitude não condiz com um comportamento ético e serio de uma entidade com a relevância e importância como a do Comitê Olímpico Brasileiro, pois a CBSK atua a mais de 17 anos no Brasil e foi responsável pelo fortalecimento do Skate no Brasil fazendo em especial que este esporte seja hoje após o futebol o esporte mais praticado nas periferias brasileiras.

Entregar a organização do Skate para a Confederação Brasileira de Hóquei e Patins, é no mínimo um desrespeito com os skatistas do Brasil.

A seriedade da CBSK junto a suas Federações Estaduais sempre foi comprometida com o esporte no Brasil, formou campeões como Sandro Dias (Mineirinho), Lucas Xaparral, Pedro Barros, entre outros, que hoje são referencia deste esporte no mundo inteiro, mais que isso, o trabalho da CBSK hoje a chega com base sólida a uma nova geração, e neste sentido e por isso, que busca sua participação na formação e preparação destes atletas e esportistas rumo as Olimpíadas de Tóquio 2020, que sem dúvida nenhum virá para consagrar não somente os nossos Skatistas Campeões, mas também todo trabalho sério e competente realizado pela CBSK neste 17 anos de atuação.

Esperamos que o COB – Comitê Olímpico Brasileiro repense sua ação e se sensibilize buscando tomar uma atitude mais assertiva em relação à condução dos trabalhos pró Skate rumo as Olimpíadas de 2020.

Estamos Juntos e Misturados Nesta Luta!!!

#somostodoscbsk

Nação Hip Hop Brasil
www.nacaohiphopbrasil.com.br

Participe da Campanha #SomosTodosCBSK e ajude a Confederação a participar do processo olímpico rumo a Tókio 2020.

Assine este abaixo-assinado


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

CD Nação Hip Hop 12 Anos

A Nação Hip Hop Brasil acaba de completar 12 Anos, e para celebrar este importante registro está promovendo um CD Coletânea em Edição Virtual, divulgando um Playlist Musical com vários artistas membros da entidade e de sua rede, são 16 faixas musicais com 16 artistas de 13 Estados da Federação.

Vale a Pena Conferir e conhecer um pouco da pluralidade geográfica e diversidade musical da nossa gloriosa Nação Hip Hop Brasil. Parabéns!! Vida Longa á Nação!!
Capa/Arte: Thiago Tiba
Playlist By: Beto Teoria


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

1º Sarau Flores do Beco - Nação Hip Hop Mulher MG



Na ultima sexta feira dia 18/11/2016, na cidade de Betim região metropolitana de Belo horizonte MG,aconteceu o 1º Sarau Flores do Beco realizado pelo Nação Hip Hop mulher MG, no espaço Cultural Meu Canto.A programação contou com Roda de conversa ,Exposições de Afro empreendedores Locais ,Workshop de maquiagem,Desfile de Beleza Afro, Pocket Show da Mc Stefanny e Samba de roda com Ana Felipe e Tuti.
A proposta do ação Hip Hop Mulher com a implantação do Coletivo Flores do Beco é dar Visibilidade as Mulheres do Movimento H2 na Região Metropolitana promovendo ações Culturais e Formativas .O sarau Acontecera mensalmente e também descentralizado visando levar mais Cultura pras Periferias. O Sarau contou com o apoio do Espaço meu Canto,Hermenetos a Banca.

Saiba mais - Nação Mulher Mina Gerais














Secretaria de Comunicação - Nação Hip Hop Brasil 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

25 DE NOVEMBRO: DIA INTERNACIONAL DA NÃO-VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER



No dia 25 de novembro de 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As três combatiam fortemente aquela ditadura e pagaram com a própria vida. Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício, estrangulados, com os ossos quebrados. As mortes repercutiram, causando grande comoção no país. Pouco tempo depois, o ditador foi assassinado.
Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”. Ou seja, durante um dia no ano, incitam-se reflexões sobre a situação de violência em que vive considerável parte das mulheres em todo o mundo.
Mutilação genital é realizada em cerca de 3 milhões de meninas e mulheres por ano (Fundo das Nações Unidas para a Infância — UNICEF).
No Brasil, 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal (Centro de Atendimento à Mulher). Em média, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada em nosso país. (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década (UNICEF).
Num ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países, o Brasil ficou na posição 124 (Fórum Econômico Mundial). Vão se passar 80 anos para que elas ganhem o mesmo que eles. Igualdade de salários só em 2095 (Fórum Econômico Mundial).
Ronda Rousey, maior lutadora de UFC da história, ganha um terço do que um campeão masculino da mesma modalidade recebe. Merryl Streep, estrela hollywoodiana recordista de indicações ao Oscar, ganha menos da metade do que os colegas de profissão mais bem pagos.
As brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens (IBGE). Apenas 5% de cargos de chefia e CEO de empresas são ocupados por mulheres (OIT).
Em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual no ambiente de trabalho (OIT).
“Crimes de honra” são homicídios de mulheres, jovens ou adultas, a mando da própria família, por alguma suspeita ou caso de “transgressão sexual” ou comportamental, como adultério, recusa de submissão a casamentos forçados, relações sexuais ou gravidez fora do casamento — mesmo se a mulher tiver sido estuprada. O crime é praticado para não “manchar o nome da família”. 5 mil mulheres são mortas por crimes de honra no mundo por ano (ONU).
70% de todas as mulheres do planeta já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência em, pelo menos, um momento de suas vidas — independente de nacionalidade, cultura, religião ou condição social (ONU).
A causa do dia 25 de novembro não é apenas a da mulher mutilada, nem da que ganha menos para exercer o mesmo cargo. Não é apenas a da mulher que sofre humilhação velada por se decretar livre em um país que se diz civilizado, nem a da negra, que muitas vezes suporta a dupla rejeição, tanto por seu sexo quanto por sua cor.
Essa causa é humanitária. É minha e sua, das crianças e idosos, dos ricos e pobres, dos brancos, pretos e coloridos. Não é preciso ser politicamente correto ou pertencer a algum partido.
Muito se discute acerca do nome “feminismo”, cogitando-se que sua ala extremista lhe tenha conferido feições degradantes. A própria atriz Maryl Streep, que denunciou seu salário absurdamente mais baixo, comparado ao dos colegas, chegou a afirmar que não é feminista, mas apenas “humanista e a favor do equilíbrio perfeito”. Mais tarde se justificou, falando ter sido a acepção da palavra modificada, mas que se identifica com seu sentido original.
Não é possível que um simples nome seja capaz de desmoronar uma causa tão grande. Que se autodenominem feministas, humanistas, humanitários, ou guerreiros. Eu sei, eu sei, “feminismo” é a luta pela igualdade e muito me orgulho de escrever tal nome na testa, mas, se algum irmão ou irmã preferir adotar outra nomenclatura e lutar pela mesma causa, estaremos lado a lado.
Mais do que nomear a causa, é hora de colocá-la em prática, de despertar a consciência e não aceitar que um tapa na cara seja — literal ou metaforicamente — motivado pela existência de um órgão genital. É hora de perguntar com honestidade: “Será que contribuo de alguma forma para essa barbárie?”, “O que posso fazer para combatê-la dentro de meu microcosmo?”
Não é preciso muito para lutar por um mundo melhor. Basta que haja um coração pulsante e sangue correndo nas veias.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sobre o extermínio da juventude negra, geopolítica e comunicação


Acervo pessoal
Richard SantosRichard Santos
Por Richard Santos*

Neste texto, “Sobre Hip Hop, Globalização e Eleições” aponto contribuições intelectuais do historiador e cientista político Moniz Bandeira que em seus escritos, denuncia uma articulação internacional para a retomada do poder de grupos suscetíveis a ceder para projetos e demandas progressistas vindas das minorias, como exemplo, veja seu último livro “A desordem mundial”. Esses processos por que passamos e que é muito bem analisado pelo professor, é responsável direto pelo recrudescimento da política no Brasil e retrocesso dos direitos sociais conquistados, concluo no texto para a Nação.

Porém, também, é desse processo que passamos no momento atual que temos visto aumentar o encarceramento, assassinato e exclusão social das populações afrodescendentes nas Américas.

O pensador camaronês Achille Mbembe classifica como um devir-negro do mundo o processo que estamos vivendo, ou seja, mais pessoas estarão enquadradas naquele signo de exclusão e ressignificação opressora por que historicamente passam as populações “negras”, povos considerados inferiores estão sendo exterminados e demonizados pela mídia ocidental e seus seguidores na formação do imaginário da maioria populacional mundial sem acesso a formas diversificadas de informação, ficando restritos ao que é oferecido pela indústria hegemônica para o consumo diário.

Desde os grupos rebeldes opositores sírios, passando pelos povos do Magrebe em conflito estimulado pelo ocidente para o controle do Petróleo, caso do Sudão e da Líbia, chegando ao continente americano, nos EUA com o assassínio de jovens negros e hispanos, à guerra entre os cartéis de drogas mexicanos e, com isso a expulsão de grande número de grupos originários de suas terras tradicionais, à situação da Colombia e as populações afrodescendentes e indígenas vitimas da “Guerra às drogas”, chegando ao Brasil, país com o maior número de jovens negros mortos no mundo, superando até mesmo países com conflitos bélicos, existe um interesse geopolítico que permite um maior ou menor número de barbaridades cometidas contra esses grupos de Maiorias Minorizadas, interesse esse mediado pela potência unipolar que é o EUA e sua indústria cultural que constrói e/ou destrói subsistemas dependentes e associados aos seus interesses.

E por que é importante associar este processo político do sistema mundo atual com o bem viver das populações negras e indígenas no Brasil de hoje? Simples, ou quase simples, é esse sistema que permite e secunda nossas vulnerabilidades sociais: é esse sistema atrelado aos interesses hegemônicos que manipula o sistema político nacional, permite o golpe e secunda a atuação das forças do Estado no aniquilamento da população negra, no não oferecimento de um sistema educacional que atenda à todos, veja o projeto da PEC 55, ou que ignora a situação das mulheres negras quando buscam acesso aos serviços públicos de saúde.

Por fim, esse sistema político, supostamente invisível, é que articula a construção do imaginário popular através de seus sistemas comunicacionais, e objetifíca o ser humano negro em suas demandas diárias. O sistema de comunicação que hoje usufruímos e que nos faz vitima, é o que contribui para a naturalização dos corpos negros espancados e pendurados nos postes do Brasil, quiçá das Américas, e nos faz vitimas e algozes de nós mesmos.

sábado, 19 de novembro de 2016

A invisibilidade da mulher negra na Historia do Brasil

A invisibilidade da mulher negra na historia do Brasil se deu a partir da combinação da opressão de gênero e de raça. Se o mito da democracia racial foi perverso para o conjunto da população negra, aparentando - a da sua historia e do seu protagonismo, em relação às mulheres negras esse drama foi ainda pior.
A mulher negra foi transformada em símbolo da escravidão e socialmente desvalorizada, e a sua representação construída é de passividade e subserviência. Nessa lógica, o racismo foi bastante eficiente, pois além de ocultar a historia de luta e organização dos negros e negras, tenta esconder o quadro de desigualdades e diferenças existentes no país.
A sociedade escravocrata e machista, numa pretensa proteção à mulher branca, sob o estereótipo de “sexo Frágil”, colocava-a numa “redoma de vidro”, onde seu papel social se resumia a cumprir suas obrigações matrimoniais, reprodução e acompanhamento aos cuidados da casa. Enquanto as mulheres negras eram colocadas em pé de igualdade no trabalho escravo com os homens, sendo castigadas da mesma forma que os homens negros e , ainda, na maioria das vezes sendo obrigadas a ter relações sexuais com os homens brancos.
A opressão machista e racista sob o comando de seu mecanismo mais eficaz, o mito da democracia racial, conseguiu durante muito tempo invisibilizar a mulher negra, inclusive no seu protagonismo na luta de classe travada no Brasil durante o período colonial e imperial.
O mito da democracia racial tem um poder ideológico tão forte que ainda hoje perpassa todos os espaços da sociedade, inclusive as organizações sociais e políticas, assim como o próprio movimento negro.
O protagonismo da mulher negra nas lutas não nasce nas décadas de 70 e 80 com o surgimento do “feminismo negro” no Brasil , muito menos com os movimentos recentes, a exemplo da jornada de Junho de 2013 em que as periferias, em aos espontâneos, em suas grande maioria sob direção de mulheres, foram ás ruas contra os assassinos de jovens negros pela policia e por direitos mínimos. A luta protagonizada por mulheres negras nasceu desde que o primeiro navio negreiro aportou em terras brasileiras trazendo africanos sequestrados e escravizados, muito embora a historiografia oficial tenha silenciado sobre a presença e atuação de negras nas lutas e resistências à escravidão. Neste sentido, busca-se recuperar o protagonismo dessas mulheres, sejam como sacerdotisas, guerreiras, comandantes de exércitos, quilombolas ou comunidades de terreiro. As diversas experiências matriarcais que o sistema opressor insiste em ocultar até hoje, a exemplo da resistência nas favelas.

As heroínas Negras.
Aqualtune
Era uma princesa africana, filha do importante Rei do Congo. Numa guerra entre reinos africanos, foi derrotada, juntamente com seu exército de 10 mil guerreiros e transformada em escrava. Foi levada para um navio negreiro e vendida ao Brasil, vindo para o Porto de Recife. Comprada como escrava reprodutora foi levada para região de Porto Calvo, no sul de Pernambuco. Lá conheceu as histórias de resistência dos negros na escravidão, conhecendo então a trajetória de Palmares, um dos principais Quilombos negros durante o período escravocrata. Aqualtune, nos últimos meses de gravidez ,organizou uma fuga junto com outros escravos para o quilombo, onde teve sua ascendência reconhecida, recebendo, então, o governo de um dos territórios quilombolas, onde as tradições africanas eram mantidas. Aqualtune era da família de Ganga Zumba, e uma de suas filhas teria gerado Zumbi. Em uma das guerras comandadas pelos paulistas para a destruição de Palmares, a aldeia de Aqualtune, que já estava idosa, foi queimada. Não se sabe ao certo a data de sua morte. Rainha Nzinga A Rainha Nzinga nasceu em 1582 e morreu em 17 de dezembro de 1663. Filha do Rei do estado de Ndongo, o Ngola Quiluanji, ela é uma das principais heroínas do povo mbundo da atual República de Angola, ficou conhecida por liderar a resistência contra a invasão portuguesa em seu território, bem como sua altivez e insubordinação ao poder masculino. Os relatos históricos registram seu nome em diferentes formas: Jinga, Njinga, Ginga ou mesmo Ana de Sousa (nome que recebeu após seu batismo, reconhecido como ação estratégica utilizada no enfrentamento ao conflito contra os portugueses). Nzinga foi, além de grande e feroz guerreira e comandante, uma grande negociadora – por isso alguns autores identificam nesta qualidade da rainha a origem do termo ginga (a forma portuguesa de seu nome) significando flexibilidade, capacidade de negociação e adaptação, jogo de cintura.

A NAÇÃO HIP HOP INAUGURA A PRIMEIRA CASA COLETIVA NO RIO



Para quem ainda não conhece, a Nação Hip Hop é uma organização política que se propõe a dialogar com a periferia através do Hip Hop, com debates e eventos, a fim também de manter viva a cultura do Hip Hop. 

Junto a isto estamos construindo uma Casa Coletiva da Nação na Cidade de Deus.

Essa inauguração é para apresentar com mais clareza, o que vai ser esta casa coletiva e como ela serve para a comunidade e a rede cultural.


*** Programação ***

10h Graffiti - Pra dar aquela nossa cara pra Casa

12h Bate papo sobre Hip Hop e vida coletiva
15h Pagode com GP Boa Vibração com participação de Yasmin Alves

E vai até o baile começar na CDD


Endereço: Travessa Quetura n.: 10 Cidade de Deus

- Como chegar?
- Mas de onde vc vem ?
Do Centro do Rio :
- Na Candelária tem 2 onibus - 368 e 348 - Um vai pela Serra de Jacarépagua e o outro pela Linha Amarela.
Descer na estação do BRT : Recanto das Palmeiras

De BRT
- Estação Recanto das Palmeiras

********Ponto de referência : Ponte Grande********

Pra você que vem de carro:
Link do mapa: https://goo.gl/maps/oT5w4gA4d722

Informações clique aqui ou whatsapp ou telegram: 22 - 99702-7399