sexta-feira, 22 de maio de 2015

Hip-Hop de libertário à liberal Por: Toni C.*

“O rap é a música da liberdade!”. Frase bonita machuca a quem? Aquele que não gosta de rap, ou os adversários da liberdade, certo? Em outras palavras patrício, fere o inimigo. Ponto pa nóis? Vai vendo…
O Hip-Hop é libertário, quer dizer liberta, surgiu pra libertar. Uns bico se apressam. “Nossa cultura nasceu pra diversão, as questões sociais foram postas depois”. É memo? Transformar bairros, com índices de mortes violentas maiores do que países em guerra, em centros culturais a céu aberto é uma ação que engravatado no congresso não é capaz, Hip-Hop é Política, com “P” maiúsculo, por isso é libertário.
Mas existe um fenômeno que nem mesmo a maior contracultura globalizada está imune. É o de adotar um discurso que esquece o “um por todos”, e quer saber só do “todos por um”, que mané “ao vosso reino” nada, só “venha a nós”, sem fazer por onde. Tá me entendendo? Ai é mamão... estender a mão? Nem pensar.
Um milhão de exemplos não alcança o desrespeito que acometeu o palco do Via Marquês na abertura do show da turnê do grupo Bone Thugs-n-Harmony. Vaias, qualquer artista está sujeito a ser alvo, as gravações raras dos antigos festivais da canção provam isto, Caetano, Gil, Vandré, Chico…
Mas o que justifica afrontar o maior DJ do Brasil, ouso dizer, quiça do mundo? KL Jay, postei, poderia ser Nobel da Paz, sagaz, inteligente, versátil, arrojado, mas acima de tudo um ser humano extremamente fundamental. Talentoso na arte de fazer da vida de risco a trilha sonora performática, um exemplo.
Mas não, nesse dia ele não era a atração principal, não tem toda aquela marra, não veio da gringa, feito Ed Motta, que xinga quem não cuspa num inglês genuíno. Era um zé, e o povinho vaiou, simples assim.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Se é Lei CUMPRA! Semana do Hip Hop de Aracajú

Se é LEI: CUMPRA!


Bom dia a todos e todas!

Saúdo as mulheres na pessoa de Lucimara Passos, que não se faz presente, pois teve que viajar a SP, mas que se solidariza com a nossa fala no dia de hoje. E aos homens na pessoa do vereador Lucas Aribé, um parlamentar que tem lutado pelos direitos da pessoa com deficiência.

Agradeço também ao presidente da câmara, o vereador Vinicius Porto, por ceder essa tribuna livre no dia de hoje.

Eu começo a minha fala citando o filósofo francês, Foucault – quando ele diz: que o lugar de fala de uma pessoa tem muito a dizer sobre, de quem, e pra quem se tá falando.

Hoje eu falo daqui. Mas não é daqui que eu falo exatamente, eu falo da rua. Rua essa que me fez andar de skate na minha adolescência, e que mais a frente me apresentaria o hip hop. Cito o skate aqui, pois também faço uma defesa desse esporte. A pouco, na imprensa sergipana o skate foi associado a algo que não traz futuro pra ninguém e que muito dos praticantes eram usuários de drogas. Digo que tal associação se contrapõe a minha pessoa, e de alguns amigos profissionais de skate, como Cara de Sapo, Adelmo Jr, Lucio “Mosquito”, Charles, Julio “Detefon” e tantos outros amadores que fazem do skate um esporte saudável, pois como falei, ele me apresentou o hip hop.

Malcolm X. A voz rouca dos guetos - Rede Brasil Atual

Em 19 de Maio de 1925 nascia em Omaha, Nebraska, Estados Unidos o líder Malcolm X. Se estive vivo completaria na data de hoje 90 Anos. Seu assassinato, há 50 anos, eliminou um ícone da resistência ao racismo e um projeto alternativo à “democracia” norte-americana.
O caráter atribuído a Malcolm de comunista, libertário, violento, pacifista, muçulmano radical negro, tocou mais que as multidões de oprimidos que paravam para ouvir suas pregações. Chegou mais tarde às periferias de outros países, às quebradas de São Paulo. “No princípio eram trevas/ Malcolm foi Lampião/ Lâmpada para os pés negros de 2010/ fãs de Mumia Abu-Jamal, Osama, Sadam/ Al-Qaeda, Talibã, Iraque, Vietnã/ Contra os boys/ Contra o GOE/ contra a Ku Klux Klan”, canta o rapper Mano Brown em Mente de Vilão.
Em uma manhã fria de novembro de 1929, homens encapuzados da organização racista Ku Klux Klan jogaram gasolina e atearam fogo no sobrado da família Little, no subúrbio de Lansing, no estado norte-americano de Michigan. As lembranças das chamas consumindo a casa rapidamente e os gritos desesperados marcariam a memória do pequeno Malcolm, na época com 4 anos, conforme contaria em autobiografia, lançada em 1965. Dois anos depois, seu pai, Earl Little, um pastor batista que além de religião pregava a luta contra a discriminação racial, foi espancado até a morte e teve o corpo colocado numa linha de bonde, sendo esquartejado.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Em busca de algo mais – Por Negra Jaque

Em busca de algo mais, assim nós vamos, nos organizamos, brigamos, articulamos, fazemos parcerias. Já demos muitos passos, mas precisamos mais. O hip hop transforma vidas, esta é a frase que mais marca. E com ela muit@s de nós se guiam, buscam, compartilham e repassam seus valores.
O hip hop enquanto cultura em movimento não perdeu sua essência. Vemos sua grandeza a cada traço, a cada passo, a cada rima a cada scratchin…ele vive, e com as atividades de rua, comunitárias vemos ele trazer o brilho no rosto das crianças. É a manifestação artística, política e social que mais se aproxima das periferias urbanas do país. Mas estamos em outro momento, precisamos construir algo mais, mesmo que em alguns lugares ainda não tenhamos as leis municipais e estaduais de incentivo ao hip hop, aquelas em que já foram instaladas precisam avançar. É o momento de buscarmos nosso legado, cada vez mais é necessária a construção e implementação de espaços específicos de hip hop.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Piauí Realiza 9º Encontro de Hip Hop em Picos

Nos próximos dias 15 e 16 de Maio, acontece a 9ª Edição do Encontro Picoense de Hip Hop.
Segundo um dos organizadores do Encontro e Coordenador da Nação Hip Hop no Estado do Piauí, Mano José Eduardo “Du Alemão”, este encontro promete ser uma atividade de fortalecimento do movimento e um grande espaço de troca de idéias e experiências.
O Encontro é uma ação organizada pelo M2HP – Movimento Hip hop de Picos, Entidade Presidida Pelo Rapper e ativista do Hip Hop Piauiense “Ted Rap”, que há mais de 10 anos esta na luta, e que no ultimo dia 18 de abril foi eleito para compor o Conselho Estadual de Juventude entre as 11 entidades da sociedade civil que compõem. 
No primeiro dia o destaque da programação será o Debate sobre a Redução da Maioridade Penal, onde segundo Alemão que também é Coordenador de Juventude do Estado destaca, “este debate se faz necessário não só para registrar nossa opinião contraria a este tema da Redução, como trazer pra esta luta pessoas que ainda tem dúvidas sobre o retrocesso aos direitos da juventude que pode ocorrer caso esta Lei seja aprovada”.
No dia 16, segundo dia do encontro, pela manhã vários grafiteiros da região e da capital Teresina se reúnem para contribuir com sua arte, e na parte da tarde além da Reunião de reorganização do Núcleo da Nação Hip Hop no Estado do Piauí, a programação do evento ainda terá; Batalha de Bboys, Shows com Ted Rap (Picos), MC Santiago (Oeiras) MC Preto Augusto (Teresina), MC Kadoshi (Gospel-Teresina) entre outros convidados.

O Encontro é uma ação organizada pelo M2HP – Movimento Hip hop de Picos, Apoio Cultural da Nação Hip Hop Brasil, Governo do Estado do Piauí, Secretaria de Educação, Coordenadoria de Juventude e Fundação Cultural.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A Volta da São Bento – B.Boy Banks

De acordo com a informação passada pelo B.Boy Banks da Back Spin Crew, uma galera aguerrida que sempre colaborou e colabora para o fortalecimento do Breaking e da Cultura Hip Hop, resolveram retomar um local histórico de ponto de encontro de b.boys e b.girls, a Estação São Bento do Metrô na Capital Paulista, local que faz parte da construção da história do  hip-hop nacional. 
Os encontros ou Celebração como prefere dizer Banks, irá acontecer todo o ultimo Sábado de cada mês das 14hs ás 18hs e todos são bem vindos, no próximo encontro o destaque da agenda será um dia voltado a celebrar a memória do Mestre James Brown. O espaço é aberto a todo público interessado.

Em sua pagina pessoal na rede social BBoy Banks, fez questão de fazer o chamado e mandar a ideia pra geral!
“Aqui na São Bento não existe vaidade !!! Existe Verdade !!!
Aqui Não existe melhor ou pior porque todos somos Vencedores.
Aqui não é um evento e sim uma celebração á nossa cultura.
Aqui fazemos RODAS e não Cyphers.
Aqui não tem Battle, Aqui tem RACHA onde quem ganha, ganha e quem perde vai treinar mais.
Nosso encontro não é Campeonato e não damos Premiações porque nosso maior prêmio é estarmos todos vivos e com saúde”.
Nossos encontros é para todas as gerações do Hip Hop, pois somos uma única escola evoluindo cada um no seu tempo.

Compareçam e Tragam seus familiares a entrada é grátis e venha de coração e de mente aberta.

Fonte: B.BOY BANKS

terça-feira, 5 de maio de 2015

Identidade guerreira: luta e resistência nos quilombos contemporâneos

O Mestre Big Richard, Jornalista e membro da Nação Hip Hop, em texto colaborativo publicado na revista AFRICANIDADES, destaca histórias de luta das comunidades quilombolas brasileiras pelo reconhecimento de seu espaço geográfico secular, titulação da terra e respeito à sua identidade.

Este ensaio surgiu a partir do meu trabalho na TV Brasil como repórter especial do programa Caminhos da Reportagem, onde, junto com a equipe do Programa, pesquisei, produzi e conduzi o documentário, “Quilombos – Luta e Resistência”.