quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Sobre o uso utilitarista do Hip Hop – Por Richard Santos


Em vários livros citados no artigo anterior, e em livros sobre o movimento Hip Hop “around the world” (mundo a fora), uma tônica é sempre encontrada: o caráter de manifestação contracultura estabelecida da cultura Hip Hop.

Em letras que vão de Racionais MCs, “Voz ativa”, por exemplo, passando pelo carioca MVBill, Só mais um maluco, aos mestres afro-americanos do Public Enemy, Don`t Believe tha Hype (Não acredite na moda), é o chamado a contestar o padrão hegemônico estabelecido que unifica a postura dos hip hopper`s pelos quatro cantos do planeta.

Fato é, que de certa forma temos perdido esta essência unificadora da cultura. O que dá liga a um movimento, o que o unifica, para que passe a ser considerado cultura são seus signos identificadores e aglutinadores que, em certa medida, devem ser maiores do que os dissonantes. Daí que há algum tempo tenho visto esta transformação, estes vários caminhos seguidos por esta representação de lideranças do movimento Hip Hop e tenho dúvidas se ainda podemos nos creditar o termo “cultura”.

Será que o mundo em constante transformação e processamento de novos modos e costumes a cada segundo não têm provocado uma certa alienação nas lideranças e ativistas do movimento? Movimento ou cultura?

Marx desenvolveu, em seus escritos iniciais, na época de jovem, a teoria da alienação. Entre outras construções, ele dirá que esta perspectiva teórica procura caracterizar e explicar o estranhamento da humanidade em relação a sua sociedade, sua natureza essencial ou potencial. Para o eurocêntrico filósofo alemão, a humanidade distingue-se de todas as outras espécies animais por sua habilidade não apenas de transformar seu ambiente, mas de transforma-lo através de atividade consciente.

Nação Hip Hop faz Orientações aos Candidatos de 2016

Com o objetivo de contribuir com os diversos candidatos da Nação Hip Hop que devemos em diversos pontos do Brasil, o Secretario de Ação Política e Institucional Big Richard, preparou um documento básico no sentido de dar orientações à “O Bom Candidato”.


NAÇÃO HIP HOP BRASIL NAS ELEIÇÕES 2016 - Orientações Gerais

PERFIL DO BOM CANDIDATO

Esta Iniciativa da Nação Hip Hop Brasil tem como objetivo ajudar os nossos Candidatos trazendo algumas reflexões e ideias de como pode ser a condução de suas candidaturas, da sua postura quanto candidato ao pleito de um cargo público e dos objetivos de sua plataforma eleitoral.A partir da análise de bibliografias sobre o tema e cotejamento de diversas pesquisas qualitativas com eleitores de diversos graus de escolaridade e inserção social, poderíamos afirmar que o bom candidato, seja na esfera legislativa ou executiva, deve possuir as seguintes qualidades e características:

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

NAÇÃO MULHER: Nota de repúdio ao B.Boy Hell da Killafun de Sergipe.




NOTA DE REPÚDIO:

A Nação Mulher SE, enquanto entidade de apoio ao HIP HOP feminino, e as causas feministas, repudia o que ocorreu no último domingo, (31/07) em Pirambu/SE  onde a B.girl Diih Ferreira foi desrespeitada e agredida.
Quando a mesma entrou na cypher, Wader Santos mais conhecido como B.boy Hell da Killafun colocou o dedo em suas partes íntimas, revoltada com essa agressão outra B.girl foi intervir e o b.boy Hell a agrediu fisicamente. O b.boy ainda utilizou palavras de baixo calão para com a vítima e disse "Só racha comigo quem aguenta." Vamos ver se você irá aguentar então!!!

Enfim, os ataques são cada vez mais constantes dos b.boys de Sergipe, o movimento HIP HOP definitivamente não respeita as mulheres, nós da Nação Mulher  não iremos aceitar violências, machismos nos espaços que estamos inseridas, exigimos respeito porque ele é nosso por direito.

Todo o nosso apoio as B.Girls e mulheres do movimento HIP HOP que resistem nos espaços que ocupam, não podemos nos calar, mexeu com uma mexeu com todas.

NAÇÃO MULHER!

Clique aqui, confira e compartilhe na Integra a Nota de Repúdio da Frente Nacional Mulheres no Hip Hop

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Nação Hip Hop Convoca Assembleia de Fundação Jurídica

A Nação Hip Hop Brasil é uma entidade que foi criada em 2005, e desde então tem sua atuação como uma instituição em Rede. Após o 4º Encontro Nacional realizado em Dezembro de 2015, uma das deliberações foi a constituição Jurídica da Entidade para que após 11 anos de fortalecimento e amadurecimento possa dar este novo passo em ser um Entidade com atribuições de âmbito institucional jurídico.
Sendo Assim Convocamos todos Membros Filiados a Rede Nação Hip Hop Brasil a Comparecer na Assembleia de Fundação Conforme Edital Publicado em Anexo.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Leci Brandão e Anderson 4P na FUNARTE SP

Dia 07 de Junho (Terça Feira) Em Apoio a Ocupação Cultural na FUNARTE SP, Presenças Especiais de Anderson 4P (Vereador de Francisco Morato - PT) e Leci Brandão (Cantora, Compositora e Deputada Estadual PCdoB-SP).

A Partir das 17hs no Hall Principal da Funarte; Alameda Nothman, 1058, Campos Elíseos - São Paulo.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Nota de Repúdio - Nação Mulher, diga NÃO a cultura do estupro.

NOTA DE REPÚDIO

A Nação Mulher, enquanto entidade de fortalecimento dos trabalhos, produções do Hip Hop feminino e de apoio às demais causas feministas, se solidariza com o terrível acontecimento ocorrido nesta semana, no qual uma adolescente de 16 anos foi dopada e violentada por 33 homens. 

Numa sociedade em que a cultura do estupro é tão presente e naturalizada, acabamos por culpabilizar as vítimas de um abuso tão cruel, que não "só " faz danos físicos, como também psicológicos. 

A Nação Mulher crê que o combate ao estupro não deve ser por meio de padrões de roupa,
comportamento, ou os lugares que frequentamos, mas a solução está em políticas públicas eficientes na proteção à mulher, como também a educação e desconstrução do machismo estrutural,
enraizado em nossa sociedade patriarcal. E punição severa para os criminosos. 

Não ensine a mulher a como não ser estuprada.
Ensine ao homem a não estuprar!

Nação Mulher

Nação Hip Hop Brasil

#junt@ssomosmaisfortes



terça-feira, 24 de maio de 2016

Nação Hip Hop Interior SP Define Diretoria

No ultimo dia 15 de Maio na Estação Cultura em Campinas – SP foi realizada uma reunião para definir e eleger os coordenadores do Coletivo da Nação Hip Hop Interior SP, hoje composta por representantes de 15 municípios da respectiva região.
Conforme orientação da direção nacional da entidade, bem como dos documentos que rege a organização da entidade e suas diretrizes de atuação, os membros e lideranças presentes deliberaram a seguinte composição de organização e atribuições do referido núcleo Nação Hip Hop Interior;
- Coordenação e Organização Geral: Raisuli Hudson Ferraz da Silva (Salto), Daniel Luis Alves – (Ciro (Campinas)).
- Comunicação: Eliane Silva Pinto (Jundiaí), Sandro Antonio dos Santos Irineu (Mancha (Itapetininga)) e Alessandro Vieira Cordeiro – ( (Itu)).
- Cultura e Eventos: Genildo Teobaldo dos Santos - (Snake (Hortolândia)), Henry Paulino (Campinas), Marco Antonio Dutra da Silva - (Tim (Campinas) e Daniel Alves (Rio Claro), Heverton Barbosa Almeida Silva – (HXP (Tatuí)
- Financias e Projetos: Jesus José Ribeiro da Costa Costa – (Jesus (Hortolândia)) e Antonio Frederico Pereira – (Fred Mlk (Campinas)).
- Ação Política e Institucional: Fabio Viegas Pereira de Proença – (Corvo (Porto Feliz)) e Alex Pereira Bahia (Campinas).

Na oportunidade o Coletivo Solicitou em Documento a Presidência da Entidade, a Inclusão da Companheira Eliane Silva junto a Direção Estadual da Nação Hip Hop, buscando neste sentido cada vez mais a inclusão de participação das nossas importantes guerreiras que são cada vez mais engajadas em nossa luta.

O Coordenador Geral eleito na ocasião o Mano Raisuli Hudson já deixou registrada como data indicativa a próxima reunião do coletivo para o dia 19 de Junho, e aproveita pra convidar a todos a conhecer e participar da Nação Hip Hop Brasil se somando a este importante front de batalha constituído.
Registramos aqui nossas congratulações aos Manos e Minas pelo belo trabalho realizado e desejamos boa sorte a todos nesta importante caminhada em prol do Hip Hop.

Saudações Hip Hoppers!


sábado, 23 de abril de 2016

Mano Brown: “O povo virou as costas pra Dilma. Enquanto a favela faz silêncio, a mídia manipula”.

Em discurso histórico no Rio de Janeiro, o rapper fez críticas ao poder de manipulação da mídia, em especial a rede Globo, que segundo ele, “elege e derruba quem eles querem”. “Vamos chapar de Jornal Nacional? Vamos chapar de Willian Bonner?”. Assista;
Em um discurso histórico, feito durante um show na última quarta-feira (20) no Rio de Janeiro, o rapper Mano Brown, dos Racionais MC’s, afirmou que “fechou um ciclo” em sua vida e em sua carreira depois que viu “a população virar as costas para Dilma”.
“Eu vi a população virar as costas para a Dilma. E eu vi o que é o poder da televisão em um país de terceiro mundo. Onde a televisão elege e derruba quem eles querem. Aí eu falei: já que o povo escolheu isso, que assim seja.
“Em São Paulo, a maioria da população é de preto, e vive em favela, e vive mal, e come mal, vota mal, e assiste programa ruim. Então a gente tá usando todo tipo de droga: cocaína, maconha, balinha, lança-perfume, novela da Globo, Jornal Nacional, todas as drogas possíveis. Vamos chapar? Vamos chapar de novela, de Rede Globo, de Jornal Nacional, vamos chapar de Willian Bonner”, ironizou.

“Enquanto a favela faz silencio, a elite manipula (…) e o carnaval ta chegando hem! Já ta próximo, passa rápido, e vamo fala do quê no ano que vem? Do dia que o povo se omitiu. Do dia em que a favela ficou quieta e deixou eles tomarem o que a favela conquistou?”. completou o rapper paulista.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Celebração Mês do Hip Hop - Região Central SP

Convidamos a todos a participar da importante “Celebração de Encerramento do Mês da Cultura Hip Hop da Região Central SP” no próximo Domingo 03 de Abril. 
O Evento Será Realizado na Praça Costa Manso na Baixada do Glicério e o Palco Nação Hip Hop Brasil irá receber diversos convidados especiais como; Filosofia de Rua, Pivete, Branco, Facção Central, Rivais, D’Origem, Lauren e DJ W, Di Função, MC Gra, Neurus, Tiely Queen, Tribunal Popular, Alquimistas, Pretologia, Klandestinos, Teoria, Ordem Própria, Sharylaine Bakita, Xandão Cruz, Face Negra, Enézimo e os DJ Residentes DJ Naves, DJ MS e DJ Nato PK.
Presença Especial de Leci Brandão.

Participem e Prestigiem!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Hip Hop Mineiro em Defesa da Democracia

A Galera do Hip Hop Mineiro, se reúnem nesta na próxima segunda dia 28/03 as 19h00 para discutir juntos algumas ações em defesa da Democracia no Brasil e contra o Golpe ao Governo Federal Legitimamente Eleito em 2014.
A reunião acontece no Sindicato dos Jornalistas, que fica na Av. Álvares Cabral, 400, Centro - Belo Horizonte/MG.
Maiores informações na pagina do evento no Facebook


terça-feira, 22 de março de 2016

Democraticamente falando, Não vai ter Golpe!

Com o apoio da Nação Hip Hop Brasil e da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, a TV NAS RUAS, fez um belo registro do Ato do Dia 18 "Democraticamente Falando - Não Vai ter Golpe" o Vídeo traz; Liu MR, Di Função, Toni C, Pretologia, Carina (Pres da UNE) Haddad (Pref SP) e ainda Chico César, DJ DanDan e o Ex Presidente LULA.
Apresentação LUNNA RABETTI.

#NÃOVAITERGOLPE

sexta-feira, 18 de março de 2016

Carta do Hip Hop a Democracia

*clique na imagem para baixar a Carta

Sempre que a Globo, a Veja, a Folha, a polícia e todos esses filhos da ditadura estiverem de um lado. Pode acreditar, nós estaremos do outro lado, do seu lado.
Quando na periferia invadem a casa e sequestram um sindicalista que deu a vida e transformou o seu país, nós o defenderemos.
Quando homens sem caráter, que roubaram durante 500 anos as riquezas da nação e tentam culpar a única mulher presidenta de nossa história, nós não vacilamos, lutaremos e diremos em alto e bom som: É GOLPE!
É justamente em momento difícil como este que a gente sabe quem são os verdadeiros, tá ligado. E se o momento é duro, somos mais duros ainda.
O Hip Hop é irmão da democracia. Nascemos juntos no Brasil. Já pensou um rapper, sem a Democracia? Não dá nem para imaginar. 
Lutamos muito para conquistar o direito de poder dizer o que pensamos em nossas músicas, nos muros, na dança. Tornamos um operário presidente da república e Lula criou os Pontos de Cultura, deu condições aos mais pobres viverem em uma moradia digna, ter diploma universitário e viajar de avião. Se tornou o maior político do século XXI e elegeu sua sucessora: Dilma combateu a força bruta a favor da liberdade e venceu, venceu o câncer e venceu as duas eleições que concorreu. Não será um monte de patifaria e mentiras que irá derrota-la.
O salário mínimo longe do ideal, nunca foi tão alto. Vivemos o pleno emprego e descobrimos o pré-sal. Se não bastasse o país ainda recebeu a Copa e receberá as Olimpíadas. 
Isso tudo é muita afronta. Os poderosos decretaram que essas coisas não são pra nós. Feito pato, uma par foi atrás, no embalo.
Destruíram todos os nossos orgulhos, do futebol à Petrobras.

"Enquanto a Klu Klux Klan bate panela na Paulista" (Rapper Renegado)

Agora querem acabar com você. Isso mesmo, você Democracia, corre um sério risco e nossa cara é denunciar:
É GOLPE!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Por a cara no dia 18 - Contra o Golpe e o Extermínio

O Presidente da Nação Hip Hop de São Paulo, 
Bob Controversista, fez uma convocação para os atos em defesa da democracia e contra o golpe no dia 18 de março. Ele também citou o extermínio da juventude negra, vítima da violência policial e do preconceito. “
A cultura Hip Hop está mobilizada nacionalmente.



É importante que pretos e pretas, partidários e apartidários para além de um sistema democrático e participativo, defendam a vida dessa juventude”.


quarta-feira, 16 de março de 2016

Carta da Nação Hip Hop à Democracia

Salve Democracia!

Sempre que a Globo, a Veja, a Folha, a polícia e todos esses filhos da ditadura estiverem de um lado. Pode acreditar, nós estaremos do outro lado, do seu lado.
Quando na periferia invadem a casa e sequestram um sindicalista que deu a vida e transformou o seu país, nós o defenderemos.
Quando homens sem caráter, que roubaram durante 500 anos as riquezas da nação e tentam culpar a única mulher presidenta de nossa história, nós não vacilamos, lutaremos e diremos em alto e bom som: É GOLPE!
É justamente em momento difícil como este que a gente sabe quem são os verdadeiros, tá ligado. E se o momento é duro, somos mais duros ainda.
O Hip-Hop é irmão da democracia. Nascemos juntos no Brasil. Já pensou um rapper, sem a Democracia? Não dá nem para imaginar. 
Lutamos muito para conquistar o direito de poder dizer o que pensamos em nossas músicas, nos muros, na dança.
Tornamos um operário presidente da república e Lula criou os Pontos de Cultura, deu condições aos mais pobres viverem em uma moradia digna, ter diploma universitário e viajar de avião. Se tornou o maior político do século XXI e elegeu sua sucessora: Dilma combateu a força bruta a favor da liberdade e venceu, venceu o câncer e venceu as duas eleições que concorreu. Não será um monte de patifaria e mentiras que irá derrota-la.
O salário mínimo longe do ideal, nunca foi tão alto. Vivemos o pleno emprego e descobrimos o pré-sal. Se não bastasse o país ainda recebeu a Copa e receberá as Olimpíadas. 
Isso tudo é muita afronta. Os poderosos decretaram que essas coisas não são pra nós. Feito pato, uma par foi atrás, no embalo.
Destruíram todos os nossos orgulhos, do futebol à Petrobras.

"Enquanto a Klu Klux Klan bate panela na Paulista" (Renegado)

Agora querem acabar com você. Isso mesmo, você Democracia, corre um sério risco e nossa cara é denunciar:
É GOLPE! 

terça-feira, 15 de março de 2016

1º Encontro da Nação Hip Hop Brasil Interior SP

Por Eliane Silva Pinto

O 1º Encontro da Nação Hip Hop Brasil Interior SP, programado para o próximo dia 20 de março, na cidade de Salto, reunirá todos os elementos do Hip Hop, em uma vasta programação gratuita, durante todo o dia. Promovido pelo Coletivo formado por representantes de diversas cidades do interior do estado de São Paulo, o evento tem como objetivo promover a troca de experiências entre os artistas e fomentar o Hip Hop nesses municípios. Como explica um dos organizadores Raisuli Ferraz da Silva, o encontro foi fruto da união de todos os membros do coletivo. “Essa foi nossa primeira tarefa, promover esse encontro para divulgar o Coletivo e agregar mais pessoas às nossas discussões, e assim fortalecer a Nação Hip Hop no interior”.

O evento começará com o elemento do Hip Hop: o Conhecimento. Às 10 horas uma mesa de abertura com autoridades locais e regionais fará à saudação aos presentes. Em seguida, mesas de debates serão montadas, a primeira abordará o Hip Hop e a Política, com o vereador de Francisco Morato, Anderson 4P e o assessor da deputada estadual Leci Brandão, Beto Almeida. Na segunda mesa, o diretor de cultura de Jundiaí, Jean Camoleze falará sobre projetos e editais para o Hip Hop. Na parte da tarde, o DJ ditará o ritmo para a batalha de Breaking, no palco externo do evento, 32 B.Boys e B.Girls irão competir na modalidade 1vs1. Entre os jurados estarão o B.Boy Brunão, dos Intrusos Crew, DJ Pulga de Campinas e MC B.Boy Lulla de Salto. Simultaneamente no palco oficial, os presentes encontrarão mais um elemento do Hip Hop: o MC. As batalhas de MC´s prometem muita emoção, serão 8 batalhas.

Entre uma batalha e outra, artistas da região se apresentarão em pockets shows, como os grupos Favela Consciente (Jundiaí), Simples Poesia (Capão Bonito), JMI (Porto Feliz), Visel MC (Tatuí) e Fluente (Cerquilho). E a dupla Daniel Garnet & Peqnoh de Piracicaba fechará essa parte do evento, com lançamento do seu primeiro CD “Avise o Mundo”. O Graffiti estará representado por 10 artistas que mostrarão suas artes, em painéis espalhados pelo evento. O Skate, embora não seja um dos elementos do Hip Hop, possui forte ligação com o movimento e é presença garantida no encontro. Durante todo o dia acontecerão Best Trick de Street na modalidade Mirim e Iniciante, as inscrições ocorrem no dia, com premiações aos primeiros colocados.

Ouça essa delação Senhor Moro – Por Toni C.


Imagina a cena!
Eu não tinha mais de nove anos de idade e meu irmão uns oito quando chegamos em casa trazidos por uma viatura. Eu sem saber ler lábios, via pelo para-brisa do camburão Zé Porva dizendo:
Ih! A puliça pegou us fí di Dona Carlota. Esses nunca mi enganaru.
Senhor Juiz, antes de seguir com o meu relato sobre o que aconteceu naquele dia, preciso voltar para o futuro para delatar algumas coisas.
Sempre pensei que chegaria um dia que qualquer favelado teria o mesmo tratamento dispensado a um chefe de Estado. Afinal, todos são manos, todos são humanos, não é mesmo?
Pois acredite, esse dia chegou. Mas veio às avessas, não foi o pobre que virou rei, o morador de rua que ganhou condições dignas, reservada aos maiores líderes. Era o presidente sendo tratado como presidiário.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Somos Uma Só Nação, Somos LULA.

Nota da Nação Hip Hop Brasil – Por. Beto Teoria (Pres. Nacional)

Salve Nação Hip Hop! Os últimos acontecimentos envolvendo o Ex Presidente Lula só demonstra o já conhecido enfrentamento diário e midiático por parte das forças políticas conservadoras da direita golpista brasileira. Devemos estar atentos a tudo isso, pois a tentativa de desqualificar uma liderança histórica com o Ex Presidente Lula e apenas um passo para atingir todos os movimentos e ações de esquerda que se constituíram e se fortaleceram no Brasil nos últimos 14 anos. O discurso da direita que a investigação é legitima e que deve atingir a todos por mais que esta pessoa seja um ex presidente da República é só uma demonstração de que tudo é direcionado e orquestrado, haja vista que nem mesmo a justiça reconhece a veracidade de todas as denuncias ou suposta delação feita até aqui. Primeiro é necessário pontuar que as investigações só acontecem na atualidade justamente pelo poder e autonomia dado pelo atual governo a estas instituições, e Segundo que se é legitimo estas ações, então porque ela não acontece também no mesmo grau e intensidade junto aos numéricos políticos e instituições ligadas à política direitista que estão em processo de denuncia e investigação.
Criminalizar o Ex Presidente Lula e desqualificar tudo que foi construído nos últimos anos pelo governo iniciado por ele, é na verdade um movimento de por em discussão todo avanço que os movimentos sociais e partidos de esquerda construíram até aqui, as possibilidades que o povo brasileiro sobretudo de periferia tem em seu poder de ocupar espaços na sociedade nunca imagináveis pelas forças conservadoras é a mola propulsora de toda esta manifestação de raiva e ódio.
Devemos estar atentos e nos comunicar com nossos irmãos e irmãs em nossas bases a todo o momento para não se deixar levar por este circo midiático e hollywoodiano que aflora Brasil afora. É momento de mostrar a cara e dizer de que lado estamos, é momento de fazer a defesa do verdadeiro projeto que está a serviço do povo brasileiro e das minorias. Se for preciso ir pra rua devemos ir, se for preciso ir pra luta devemos ir, em momentos de enfretamento como este é a hora que devemos deixar nosso espírito guerreiro zulu se aflorar e não temer a luta.
Fiquem firmes guerreiros e guerreiras, Força Nação Hip Hop Brasil!

Se existe a rua eu só conheço uma, e A RUA É NOIS!!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Mês da Cultura Hip Hop São Paulo 2016

Mês da Cultura Hip Hop promove atividades culturais no Centro de São Paulo
Guiado pelo tema “Diáspora Africana”, evento apresenta shows, oficinas, mostras, debates, atividades esportivas e Feira de Economia Solidária.

Entre os dias 28 de fevereiro a 03 de abril, o Centro da cidade de São Paulo recebe o Mês da Cultura Hip Hop 2016, com o tema “Diáspora Africana”. O evento é organizado pelo Movimento Hip Hop Revolucionário (MH2R), Nação Hip Hop Brasil, Hip Hop Mulher, Coletivo Di Função e Rede Nacional das Casas da Cultura Hip Hop, com a realização das Secretarias de Cultura, Educação, Igualdade Racial e Coordenadoria da Juventude.

A edição deste ano visa contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento das diversas linguagens artísticas que compõem o universo da Cultura Hip Hop e promover debates sobre geração de trabalho e renda, protagonismo feminino, racismo institucional e diversidade. Outro objetivo do Mês é potencializar diálogos atuais e fundamentais sobre os rumos da capital paulista por meio da ocupação dos espaços públicos do centro histórico da cidade, integrando poder público, iniciativa privada e sociedade civil, com atividades culturais, educativas e esportivas, como basquete e futebol de rua, com foco em crianças, jovens e adultos em situação de alta vulnerabilidade social. “A ideia é usar o Centro da cidade de São Paulo para abrigar e reconhecer a importância dos elementos da cultura de Hip Hop, não só como arte e entretenimento, mas como metodologias de Educação, conscientização, mobilização e de resgate da autoestima das  juventudes, promovendo  a cidadania e desenvolvimento de leitura crítica de mundo”, destaca Bob Controversista, membro da comissão de produção executiva do Mês da Cultura Hip Hop Centro e diretor de Cultura da UNISOL SP.

As atividades acontecerão em diferentes pontos do Centro expandido de São Paulo, como escolas, organizações da sociedade civil e espaços públicos. A programação conta com cerca de 400 horas de atividades, como shows, mostras de cinema, exposições, bate-papos, danças urbanas, oficinas, spoken words, esportes de rua e a Feira de Economia Solidária. Entre os destaques do evento estão Gaspar Z’África Brasil, Lívia Cruz, Sharylaine, Moises Lopez (Nova York), GOG, MC Gra, os principais slams de batalha de poesia da cidade, entre outros.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

2º Festival de Cultura Urbana - Nação Hip Hop RJ

Chegando a sua segunda edição, o Festival de Cultura Urbana de Petrópolis retorna à Praça da Liberdade com muita Arte, Cultura, Informação e Diversão. Comemorando os 4 Anos de Ocupação Cultural da Roda do CDC o Festival acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de Fevereiro com programações variadas e atrações de peso do eixo Rio de Janeiro x São Paulo.
Destaque para as participações de Nelson Triunfo, Flora Matos, Gotam CRU, MC Marechal.

*Obs: Inscrições para batalhas e campeonatos serão feitas no dia, favor procurar a produção do evento!
*Obs: todas as batalhas terão premiação!

Além disso, teremos painéis de graffiti espalhados por toda a praça... Os principais encarregados para a pintura do CIT será: DOUG + AK47. Outros painéis, por conta de: FOKS, CB, KRAST, SANT,SASK, ZAZ, MONE E SUNK.

EVENTO GRATUITO

Realização: Nação Hip Hop Petrópolis - Fundação Municipal de Cultura e Turismo - Prefeitura Municipal de Petrópolis.

"Hora da merenda" Por Toni C. ao Portal Vermelho

Nos tempos de escola, não vou mentir, o melhor momento era quando tocava o sinal da saída. Alforriado, preferia a rua que a sala de aula. Não gostava de estudar. Quem diria que duas décadas depois colecionaria livros, inclusive de minha própria autoria?
Mas o segundo melhor momento era a hora do recreio. Ainda me lembro dos pratos, colher e da caneca azul onde serviam quando a gente tinha sorte um suco de mexerica fresca.
Arroz, feijão e carne moída, era o campeões de audiência do recreio, a gente raspava toda a comida, alguns mais exaltados demonstrava gratidão sentando a língua e lambendo o prato até ele ficar lustrado. O elogio que a gente fazia questão de dar pessoalmente às merendeiras, nossas chef gourmet, era com um inocente:
- Tia pode repetir?
O pão com salsicha, é outro que causava alvoroço e atraíam a molecada pra fila da merenda como formiga no açúcar.
Fui para o ensino fundamental, no intervalo, já não serviam mais os mingau e mesmo um chocolate quente em tempos mais frio passaram a ser momentos raros.
Quase certeza que teria uma bolacha seca com água de torneira. Pra alguns esta seria a primeira e única refeição até a hora do recreio no dia seguinte. Quando poderiam saborear novamente, bolacha seca…
Anos depois fui entender que a maior diferença do lanche do pré para o da escola primária era quem pagava, um era de responsabilidade da prefeitura e o outro do governo do estado. E nessa época contrariando todos os diagnósticos era uma mulher nordestina quem venceu as eleições e se tornou prefeita da cidade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Nação Hip Hop Brasil contra as OSs na Educação do Estado de Goiás



Nação Hip Hop Brasil contra as OSs na Educação do 
Estado de Goiás
  ” É PRA FRENTE QUE SE ANDA JÃO, CORRE COM NÓIS” DEXTER
O estado de Goiás vive um período de muitas mobilizações e manifestações em defesa de uma educação que seja pública, gratuita e de qualidade. Já fazem mais de sessenta dias que as escolas estaduais estão ocupadas contrarias a implantação de Organizações Sociais na administração das escolas.
Os estudantes secundaristas juntamente com os estudantes das universidades, professores, movimentos sociais organizados e apoiadores das causas do povo fizeram inúmeras denúncias contra o projeto da Secretária Estadual Raquel Teixeira, que abre inúmeras brechas a corrupção e faz de professores e alunos seres autômatos além de ampliar as desigualdades. 


A Nação Hip Hop Brasil – GO sempre feroz sacou logo que a periferia seria novamente sacrificada. Aqueles estudantes das escolas estaduais que não obtivessem média ou não se adequassem ao ritmo da nova escola, tipicamente, seriam excluídos, convidados a se retirar e desencorajados a permanecer na escola por não ser o “perfil” de estudante que a escola deseja abrigar.
A convite, MC Dvolt e B.Boy Guilherme caíram para dentro das escolas ocupadas realizando oficinas de construção de rima, Aulões de Break Dance, sua origem e a prática, oficinas temáticas sobre as ocupações e a educação que liberta, rodas de conversa sobre Hip Hop movimento e cultura.

O resultado foi uma batalha com as temáticas: juventude, gênero, capital x trabalho e racismo.

Com minas no flow de mic na mão e muita ideia para combater os retrocessos e vencer os preconceitos. Encerrando então a batalha com apresentação do  MC Dvolt.

A Nação Hip Hop Brasil estará sempre lado a lado com o Movimento Estudantil para barrar qualquer retrocesso e ação que busque prejudicar nossa Juventude.





" Só vou desistir e abortar minha missão, quando Educação aqui virar Ostentação..."     Renan Inquérito

Lista de Colégios onde foram realizadas as apresentações e oficinas:
Colégio Estadual José Lobo (setor Rodoviario - gyn);
Colégio Estadual Dantas (jd.Planalto gyn);
Colégio Estadual Robinho (Nova Esperança Gyn);
 Colegio Estadual Vila Lobos (Garavelo Ap-Go).
Jully Anne Ribeiro da Cruz
Dirigente da Nação Hip Hop Brasil

sábado, 13 de fevereiro de 2016

EmPODERa – Ação será 1º Evento do Coletivo NANDI

Após a reunião de construção coletiva que ocorreu no dia 30 de Janeiro de 2016, onde foram construídas varias propostas coletivas, uma delas  foi à legitimação do Coletivo de mulheres de Jacareí, que a partir do dia 21 de Fevereiro se denominará Coletivo de Mulheres "Nandi" (Jacareí). Nome esse escolhido pelo coletivo, com a intenção de homenagear a Rainha Nandi, que foi a mãe do rei lendário de Shaka Zulu de Zulu. Nascido em 1760, Nandi era filha de Bhebhe, um chefe do povo Langani.
Sendo assim o Coletivo de Mulheres Nandi e seus parceiros, tem o prazer de apresentar a primeira atividade do ano, o “EmPODERa – Ação”, uma celebração que foi construída para o fortalecimento e empoderamento das mulheres dentro da cultura negra e no Hip Hop.
E com uma programação com artistas na arte, musica e dança, que com certeza mostrará um novo olhar das mulheres em suas lutas. Todos são nossos convidados para a primeira celebração: EmPODERa - Ação

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Fim de Semana do Hip Hop Aracajú - SE

A Nação Hip Hop Brasil através dos projetos; Sintonia Periférica, Na Quebrada e Sarau das Flores, reuni no mesmo ponto de vista o olhar, a cabeça e o coração. O cuidado de transmitir as ideias, expressar pensamentos e sentimentos e exprimir impressões e emoções. Sentimentos de coragem. Porque sentimentos de fraqueza não combinam com nenhuma revolução. Entre uma rima ou um poema, entre uma música ou uma palestra, entre um grafite ou passo do B.Boy ou da B.Girl, entre um risco do DJ e um abraço fraternal de um sangue bom da quebrada, combate ao capitalismo e ao sistema serviçal. Senso de compromisso, Responsa na parada. Somos homens e mulheres simples de sonhos grandes, de gestos delicados, dispostos a morrer pela causa, aliados aos dedicados.
Os homens devem ser julgados pelas ações e as ações pelos resultados, mas sabemos que não mudaremos o mundo apenas com revoltas e forças das ideias, é preciso estar comprometido, envolvido, interligado.
Parabéns a todos! Salve Nação Hip Hop Brasil.
Orgulho de estar nestas fileiras de guerreiros e guerreiras.


Texto: Mano Gimmick - Dirigente Nacional da Nação Hip Hop Brasil


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Nação comemora 11 anos buscando ampliar protagonismo

Dar voz à cultura hip hop e à periferia estão na essência da criação da Nação Hip Hop Brasil, entidade que comemorou 11 anos de existência na sexta (22) de janeiro. Em entrevista ao Portal Vermelho, o presidente e fundador, Beto Teoria, avaliou que a Nação, pelo perfil militante, contribuiu para a melhoria do país e que nas eleições deste ano o movimento terá candidatos disputando espaços nos parlamentos.

“Amadurecemos e achamos que o movimento tem condições de contribuir mais”, afirmou Beto.  Quando a Nação foi criada a vontade dos militantes era de ampliar a atuação para além das fronteiras da prática cultural.
Beto contou que essa necessidade foi surgindo nas reuniões das “posses” (núcleos temáticos) com aqueles que tinham engajamento político. Alguns dos militantes participavam da União da Juventude Socialista (UJS), onde a ideia da Nação ganhou forma. “Durante o congresso nacional da UJS de 2004 a ideia se fortaleceu concretamente e no ano seguinte fundamos a Nação Hip Hop”, contou

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A Nação Hip Hop e as eleições de 2016 – Por Big Richard

Há muito as pessoas mais atentas sabem que o Hip Hop não se constitui apenas como um movimento cultural nascido nas periferias. Com seus quatro elementos, o Hip Hop pode ser pensado também, como um movimento político, ou uma nova forma de cultura política, para além da ação tradicional, partidária e conservadora, branca em sua maioria, e de raiz ocidental.
Podemos associar a organização e cultura política dos membros da Nação Hip Hop, ao melhor da tradição política não ocidental, possivelmente associada a um confucionismo**, ou mesmo a um griotismo***, tradição afro centrada onde a cultura da tradição oral e educação comunitária, é a principal forma de manutenção da história e identidade. Porém, ao ser absorvido pela indústria cultural, têm-se a ideia que o Hip Hop está morrendo em seus conceitos políticos e ação comunitária orgânica. Os conglomerados midiáticos, as organizações do showbizz, e os formadores de opinião “descoladinhos” dos grandes centros, colaboram para termos esta visão distorcida, e homogênea quanto ao surgimento, auge, e possível decadência do Hip Hop. É nesta hora que organizações sociais como a Nação Hip Hop Brasil fazem a diferença.